A vaidade…
Alguém, há algum tempo, questionou sobre a vaidade.
Então, surgiu a seguinte pergunta: O pobre é vaidoso da sua pobreza? A princípio espantei-me, fiquei intrigada e sai em campo à procura de um texto que me esclarecesse.
Aí, esbarrei no texto que apresentarei abaixo, de Ebrael Shaddai. Ele partiu do versículo 2, do 1º capítulo do Livro do Eclesiastes: “Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade.”
Agora, o que é vaidade? Lá vai: é o desejo de uma pessoa atrair a admiração das outras pessoas. O/a vaidoso/a elabora uma imagem pessoal para que o/a admirem. Esse é o objetivo.
Estamos em busca da Luz, em compreender e entender os mistérios da vida. Certo? Mais ainda, aprendendo a ser felizes, a amar uns aos outros, a buscar, sim, o sentir acima do pensar. Mas precisamos mesmo é nos afastar da vaidade espiritual. Sabe o por quê? Não somos melhores que ninguém! Somos todos seres capazes e creio que um dia todos estaremos iluminados. Somos todos um!
”A vaidade é algo tão traiçoeiro que as pessoas nem se apercebem que existe vaidade até em ser sóbrio (demais).
Hoje em dia, não é mais moda somente o ter, mas também o desprezo às posses. Virou moda o desapego, o virtuosismo que se auto-promove, em que as pessoas esperam, intimamente, serem mais adoradas no meio social, e por conseguinte, se destacarem dos demais, pois que já está “cansativa” e entediante a busca pelo ter. Inventaram, então, essa modinha: viver mais frugalmente do que naturalmente seria necessário.
Por que estou falando disso?
Não é minha intenção atacar nenhum estilo de vida, desde que autêntico, ou autenticamente natureba, despojado e andarilho, seja uma forma de inclusão em seu meio social, uma forma de ser mais bem-quisto/a ou como de se auto-promover social, econômica ou até, pasmem, politicamente.
Vaidade de não ter vaidade. Orgulho de viver despojadamente, soberba por se achar acima dos ricos e poderosos, ufania em ser “pobre”. Rico ou pobre, famoso ou anônimo, o homem só pode, hoje em dia, se orgulhar, sem medo, de duas coisas: do seu trabalho e de sua família. Todo o resto, sem distinção, pode levar a mais e mais decepções e frustrações, sejam elas pela religião dos pobres, pelo iluminismo da ciência, seja pela causa mais nobre, seja pela ousadia mais inconsequente, pela rigidez na dieta vegetariana ou pela opulência de banquetes régios. Tudo isso é vaidade. E na vaidade reside a estupidez!!
Tanto o rico, que se orgulha de posses transitórias e poder passageiro, como o pobre, que se acha mais honesto ao comer menos, ter menos móveis em casa.
Tudo é vaidade!!
Somente do trabalho vêm os bens preciosos da vida: inteligência, o sustento de si e de sua prole, a paz de espírito e o cansaço que traz o sono renovador do corpo.
A Vida é o trabalho de Deus, e nosso trabalho é a Vida de Deus no mundo humano.
Falemos menos, arrotemos menos, durmamos cedo e trabalhemos mais por nós mesmos. A solução não é renegar nossas necessidades.
Quando trabalhamos, nossas necessidades estão em equilíbrio com nossas possibilidades, pois o vício pode consistir tanto no excesso de privações que provoca o caos, quanto no excesso de exageros, que trazem acúmulos e tornam nossa vida um fardo mais miserável do que o mais miserável dos casebres.”













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